Reunião do Fonaprace discute organização das PRAES

No dia 08 de outubro, reuniu-se na cidade de Brasília, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis ( FONAPRACE)*. Participou da mesa a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Givania Maria da Silvaque, que salientou a importâncias das medidas de acesso e permanência para os setores oprimidos da sociedade e a relevância das políticas de cotas, e ainda sobre a inserção de povos e de comunidades tradicionais no ensino superior e a mudança social gerada para tais comunidades a partir do seu acesso à educação.

jpg_20131118122752_29_grA reunião também contou com a presença de Rodrigo Ednilson de Jesus, ex pró-reitor adjunto da PRAE (pró reitoria de assuntos estudantis) da UFMG, e atualmente Coordenador Geral da Educação para as relações étnico raciais do Ministério da educação. Rodrigo falou acerca das dificuldades de implementação das PRAES nas universidades e da necessidade de rupturas com o atual modelo de ensino e de universidades vigentes, que segundo ele ainda são muito engessadas e pouco correspondentes. Muitas vezes tornando as universidades verdadeiras ilhas de isolamento, onde o conhecimento se vê preso ao academicismo e tem pouco aplicabilidade prática para a vida da sociedade.

O Diretor de Assistência Estudantil da UNE pelo Rebele-se, Thales Freire, esteve presente representando os estudantes. Falou da realidade local da UFMG, da dificuldade de implementação da PRAE em detrimento da existência de uma fundação de caráter privado, que controla os recursos da assistência estudantil. Ressaltou ainda a importância do evento e a necessidade de um diálogo maior entre as PRAES e os estudantes, a fim de que as entidades conheçam mais a fundo a vida e os problemas cotidianos dos estudantes brasileiros. Os diversos obstáculos para conseguiram seus diplomas de graduação e como a universidade ainda é excludente e elitista. Aformou que os estudantes podem ajudar a superar essas contradições.

O evento foi um rico espaço de discussão e de troca de experiências, e acrescenta muito na luta política no atual contexto de cortes de verbas que afeta diretamente a assistência estudantil. Para romper com as velhas estruturas, criar uma universidade mais popularizada e aberta precisamos da imediata revogação dos cortes na educação e uma ainda maior ampliação nos recursos destinados à educação e à assistência estudantil, com a efetivação dos 10% do PIB para a educação pública e a destinação de R$ 3 bilhões para o Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).

* Órgão ligado a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior ( ANDIFES) que foi criado em 1987 com a finalidade de promover a integração regional e nacional das Instituições de Ensino Superior ( IES ) Públicas visando fortalecer as políticas de Assistência ao Estudante, assim, temas relevantes para a política de acesso ao ensino superior bem como a garantia da permanência, seu financiamento e a inclusão de setores oprimidos na sociedade foram debatidos.

Thales Freire – estudante de Ciência do Estado da UFMG e Diretor de Assistência Estudantil da UNE 

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