Estudantes da UFCG, organizados pelo DCE, ocupam reitoria por melhorias nas residências universitárias

Estudantes estão indignados com a situação da residência universitária

Estudantes estão indignados com a situação da residência universitária

          Nesta Quarta feira, 31 de julho de 2013, na UFCG, representantes do DCE – UFCG (Gestão Voz Ativa) e Estudantes que residem nas Residências Universitárias (RUN) da universidade, adentraram a reitoria exigindo explicações e soluções para os problemas que atualmente atingem as residências universitárias. A situação mais crítica é a da Residência no Bairro da Prata, que conta com pouco mais de 40 residentes e está, LITERALMENTE, caindo aos pedaços.

          Hoje a UFCG possui apenas 98 residentes no campus de Campina Grande e a falta de estrutura e aparato para esses estudantes, e tantos outros que terão a oportunidade de residir em alguma das residências, é grande!

Entre os pontos de reivindicação estão:

  • Melhor infraestrutura nas residências;
  • Melhor divisão para evitar quartos superlotados;
  • Fornecimento de Vale Transporte, visto que, diferentemente de outras universidades Brasil afora (ou mesmo a UFCG de Patos), os residentes não residem dentro da Universidade;
  • Locação de imóveis para transferir os residentes enquanto o Novo Prédio da Prata não é Inaugurado.

       O prazo dado pelo Pró Reitor da PRAC e o Reitor da UFCG foi de 30 dias para que os estudantes possam estar em novos apartamentos, e de 45 dias para que o Vale Transporte seja fornecido.

          Na manhã desta Quinta, 01 de Agosto, uma Comissão composta pelo DCE, PRAC E Residentes irão aos apartamentos para que então seja realizada uma Assembleia com os Estudantes da Residência da Prata anunciando a mudança (ou não) e permanência das mobilizações por melhores condições de assistência na UFCG.

Rafael Gonçalves é Coordenador-geral do CA de Psicologia e Secretário-Geral do DCE-UFCG

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“Só com muita luta os estudantes conquistarão uma assistência estudantil que atenda a todos!”

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Marcus Vinícius é presidente do DCE UNICAP e diretor de assistência estudantil da UNE

       No seguimento das entrevistas que marcam o retorno do blog REBELE-SE na UNE, desta vez entrevistamos Marcus Vinícius, 24 anos, estudante de História da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). É presidente do DCE e agora eleito diretor de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes (UNE). 

REBELE-SE na UNE – A UNE propõe o investimento de 2,5 bilhões em assistência estudantil, como poderemos obter essa conquista? Esse valor resolveria os problemas em de assistência em todas as Federais?

Marcus Vinícius – Só com muita luta os estudantes brasileiros conquistarão uma Assistência estudantil que atenda a todos. O PNAES foi um avanço porém ainda não é a garantia de assistência plena, o 675 milhões nem de longe atende a demanda dos estudantes. 2,5 bilhões é a nossa proposta, esse valor garantiria Residências Universitárias, Restaurantes Universitários e Bolsas de Assistência.

REBELE-SE na UNE – Os estudantes de instituições privadas, na sua maioria, não recebem nenhum tipo de assistência estudantil. Quais as propostas da sua diretoria para mudar esse quadro?

Marcus Vinícius – Na regulamentação do Ensino privado poderemos definir esse ponto com mais precisão. Vários são os estudantes que abandonam os seus cursos por falta de assistência nas instituições pagas. Isso não pode passar em branco, Lutaremos por assistência estudantil nas pagas, bolsas remuneradas, fim das taxas. Os lucros das Instituições são milionários, por encararem a educação como mercadoria. Uma transparência nas contas dessas instituições e veremos que poderíamos sim garantir parte desses recursos para assistência estudantil. organizar o movimento nessas instituições, para dar força as nossas reivindicações também é nosso objetivo.

Estudantes da UNESP conquistam mais verbas para assistência estudantil

Mais de 300 estudantes ocuparam reitoria da UNESP em luta por seus direitos.

Mais de 300 estudantes ocuparam reitoria da UNESP em luta por seus direitos.

       Os estudantes da UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) estão há mais de um mês em uma jornada de lutas, que começou com assembleias e manifestações, assumiu o caráter de uma greve de professores, funcionários e estudantes, e culminou nesta quinta-feira (27.06) com a ocupação da reitoria no centro de São Paulo. Antes, muitas foram as tentativas de negociação com a reitoria que se negou a receber os estudantes. No entanto, após a ocupação da reitoria, nesta sexta (28.06) a reitoria em reunião com o movimento estudantil anunciou que atenderia uma série de reivindicações, assinando mesmo uma carta de compromisso.

           A reitora em exercício Marilza Cunha Rudge se comprometeu, por escrito, com a ampliação do programa de bolsas para estudantes em vulnerabilidade social e com a construção de novas residências universitárias, além de reformas estruturais nas existentes. Também se comprometeu com a ampliação de vagas nos restaurantes universitários.

           Com esses compromissos assumidos pela reitoria, o movimento estudantil decidiu desocupar o prédio da reitoria no centro de São Paulo. Com certeza a comunidade acadêmica da UNESP continuará mobilizada para garantir o cumprimento destes compromissos e uma universidade democrática e popular. Todo apoio aos estudantes da UNESP em luta.