ENE 2014: UM MARCO NA LUTA POR UM NOVO PROJETO DE EDUCAÇÃO

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Vivemos um momento de lutas na sociedade brasileira, marcado pelas grandes manifestações de junho de 2013 e por diversas greves dos trabalhadores em 2014, nas quais uma das principais reivindicações foi uma educação pública, gratuita e de qualidade. Nesse contexto, diversas correntes políticas, entidades estudantis, sindicatos da área da educação e de outros setores da classe trabalhadora viram a necessidade de se construir um novo espaço autônomo de debate sobre a educação, no qual pudesse se contribuir para um projeto comum de todos que constroem a luta dos trabalhadores e da juventude no nosso país, colocando em pauta a demanda das ruas. Com isso, esses setores começaram a organizar o ENE (Encontro Nacional de Educação), que se realizará do dia 8 a 10 de agosto deste ano, no Rio de Janeiro.

Os governantes brasileiros não fazem questão de disfarçar a falta de prioridade quando se trata de educação, o Plano Nacional de Educação elaborado para vigor de 2011 a 2020, ainda nem foi sancionado. Além disso, não aborda temas fundamentais, como por exemplo, a democracia nas universidades e continua fortalecendo os tubarões de ensino, já que não vincula o investimento de 10% do PIB somente em educação pública. Enquanto isso continuamos com 13,2 milhões de analfabetos no país, apenas 15% dos jovens cursando o ensino superior, as universidades e escolas públicas cada vez sendo mais sucateadas, a terceirização destruindo os direitos dos trabalhadores, etc.

Apesar de o Brasil ser um dos países mais ricos do mundo, a educação, além de ser para poucos, continua excluindo o povo da participação política e visa somente formação de trabalhadores capazes de produzir, no entanto sem condições de pensar. Sendo assim, se coloca para todos nós a necessidade de se lutar por um novo projeto de educação. Uma educação para a emancipação dos trabalhadores e da juventude. Uma educação que ensine, produza conhecimento, mas também que contribua na construção de uma nova sociedade, sem exploração e opressão, onde todos sejam iguais e possam desfrutar do fruto do trabalho coletivo da sociedade.

O ENE, por sua vez, deve ser o espaço onde discutamos esse novo projeto, na qual todos possam participar e contribuir. Não podemos deixar esta oportunidade passar, temos que fazer do ENE um marco nessa luta por um novo projeto de educação. Por isso o movimento Rebele-se convida todos os estudantes brasileiros para esse encontro que fomentará o debate educacional e dará um novo fôlego as reivindicações históricas do movimento estudantil.

Eixos principais dos debates:
-Privatização e mercantilização da Educação: das creches a pós graduação;
-Financiamento da Educação Pública;
-Precarização das atividades dos trabalhadores da Educação;
-Avaliação meritocrática na educação;
-Democratização da educação;
-Acesso e Permanência;
-Passe Livre e Transporte Público.

Blog do ENE: http://ene2014.wordpress.com/

Para maiores informações procure um dos coordenadores do Movimento Rebele-se no seu estado ou envie um e-mail para rebelesenaune@gmail.com.

Felipe Annunziata – Estudante de História da UFRJ e diretor do CAMMA

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Enquanto MEC enrola com INSAES, absurdos se perpetuam nas instituições privadas!

alunos2                Nos últimos dois anos e meio, doze instituições de ensino superior foram proibidas pelo Ministério da Educação (MEC) de ofertar cursos superiores. O caso mais recente é o do Instituto de Educação e Tecnologia de Paragominas (IETEP). A empresa não tinha autorização para ofertar cursos superiores, no entanto isto já acontecia há anos. O IETEP funcionava no mesmo prédio da Faculdade Teológica do Pará (FATEP), que já tinha sido punida por oferecer cursos de nível superior para os quais não tinha licença. Ou seja, provavelmente a FATEP criou o nome fantasia IETEP e agora foi novamente descoberta. Ninguém foi preso ou responsabilizado pessoalmente, de novo.

                Em Brasília, no dia 26 de julho último, estudantes da Faculdade Alvorada, ao dirigirem-se às aulas, deram de cara com portões fechadas e com o prédio lacrado. A instituição foi despejada por não pagar aluguel desde 2008. A dívida já somava R$ 302,8 mil. A instituição ainda não deu nenhuma justificativa para os estudantes, tampouco disse quando e onde recomeçarão as aulas.

                Esses dois casos, poderíamos relatar outros tantos, demonstram a urgência de regulamentar o ensino privado no país. Hoje os tubarões do ensino fazem o que bem entendem, aumentam abusivamente a mensalidade e fica por isso mesmo quando os estudantes não se rebelam contra a medida. Enquanto isso o MEC enrola para tirar o INSAES (Instituto de Avaliação do Ensino Superior) do papel e enfrentar os absurdos a que os tubarões do ensino submetem os estudantes.

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