“Só com muita luta os estudantes conquistarão uma assistência estudantil que atenda a todos!”

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Marcus Vinícius é presidente do DCE UNICAP e diretor de assistência estudantil da UNE

       No seguimento das entrevistas que marcam o retorno do blog REBELE-SE na UNE, desta vez entrevistamos Marcus Vinícius, 24 anos, estudante de História da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). É presidente do DCE e agora eleito diretor de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes (UNE). 

REBELE-SE na UNE – A UNE propõe o investimento de 2,5 bilhões em assistência estudantil, como poderemos obter essa conquista? Esse valor resolveria os problemas em de assistência em todas as Federais?

Marcus Vinícius – Só com muita luta os estudantes brasileiros conquistarão uma Assistência estudantil que atenda a todos. O PNAES foi um avanço porém ainda não é a garantia de assistência plena, o 675 milhões nem de longe atende a demanda dos estudantes. 2,5 bilhões é a nossa proposta, esse valor garantiria Residências Universitárias, Restaurantes Universitários e Bolsas de Assistência.

REBELE-SE na UNE – Os estudantes de instituições privadas, na sua maioria, não recebem nenhum tipo de assistência estudantil. Quais as propostas da sua diretoria para mudar esse quadro?

Marcus Vinícius – Na regulamentação do Ensino privado poderemos definir esse ponto com mais precisão. Vários são os estudantes que abandonam os seus cursos por falta de assistência nas instituições pagas. Isso não pode passar em branco, Lutaremos por assistência estudantil nas pagas, bolsas remuneradas, fim das taxas. Os lucros das Instituições são milionários, por encararem a educação como mercadoria. Uma transparência nas contas dessas instituições e veremos que poderíamos sim garantir parte desses recursos para assistência estudantil. organizar o movimento nessas instituições, para dar força as nossas reivindicações também é nosso objetivo.

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“A UNE precisa lutar pela ampliação das universidades públicas”

Edísio é presidente do DCE-UFCG e diretor de universidades públicas da UNE

Edísio é presidente do DCE-UFCG e diretor de universidades públicas da UNE

         No seguimento das entrevistas que marcam a retomada de nosso blog, Edísio Leite, 21 anos, estudante de Engenharia Química, diz a que veio agora que foi eleito diretor de universidades públicas da UNE. Edísio atualmente também é presidente do DCE da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

REBELE-SE na UNE – Em 2012 vivemos a maior greve das Universidades Federais dos últimos dez anos. Não se espera menos do ano de 2014, visto que encerra o prazo do governo para cumprir com suas promessas. Qual a sua avaliação desse processo?

Edísio Leite – O movimento grevista de 2012, constituído por trabalhadores e estudantes das UF’s, mostrou que a universidade que é propagandeada de fato não existe. Apesar do grau de desmobilização da majoritária da UNE, o movimento estudantil foi protagonista desta mobilização. A Oposição de Esquerda da UNE mostrou que o movimento é construído na base, através das assembleias estudantis, das mobilizações por mais assistência estudantil e na construção do CNGE, defendendo uma universidade pública de qualidade. A UNE precisa defender a ampliação das universidades públicas, mas que esta tenha as condições necessárias para a construção de uma universidade de qualidade e com direito a permanência estudantil, até porque há tanto dinheiro para a Copa e para os banqueiros e faltam professores e restaurantes para os estudantes.

REBELE-SE na UNE – Durante sua gestão como presidente do DCE da UFCG, após intensas mobilizações, vocês conseguiram barrar a EBSERH. Agora como Diretor de Universidades Públicas da UNE, como você acha que a entidade deve mobilizar essa luta nacionalmente?

Edísio Leite – Aderir a EBSERH é a privatização dos nossos Hospitais Universitários, submetendo os trabalhadores a um regime de trabalho precário e levando os hospitais a serem administrados sob a lógica do lucro, ou seja, implantar a EBSERH é negar saúde ao povo. Na UFCG foi barrada, mas em várias universidades as reitorias e o governo federal estão atropelando a autonomia universitária, obrigando a aceitação da EBSERH sem o mínimo de debate. Essa nova gestão da UNE precisa encampar nacionalmente essa luta, construir debates nas universidades, mobilizando os estudantes para pressionar o governo e as reitorias por mais investimentos e concurso público para os HU´s. Só com uma articulação nacional entre estudantes e trabalhadores, mobilizando milhões em todo país, seremos vitoriosos.